Lembro da primeira vez em que tomei um porre. Eu tinha acabado de passar no vestibular, e estava em São Paulo - recebi a notícia quando estava no aeroporto, saindo do Rio para Sampa. Era Semana Santa, e eu estava indo para um encontro. Depois que o encontro acabou, ainda na casa de retiro, fizemos uma festinha com o vinho que tinha sobrado. Super vinho de 7 reais a garrafa.
Dois amigos se juntaram para me embebedar, e conseguiram. Tomei praticamente uma garrafa do vinho maravilhoso, e paguei todos os micos possíveis. Saí correndo para ver como era a sensação. Liguei para o meu próprio celular e gravei uma mensagem, pra saber como eu soava quando bebia. Joguei refrigerante num amigo que tentou tirar uma foto minha.
No dia seguinte... Peguei ônibus e avião de ressaca, cheguei no aeroporto em BH e minha família inteira me esperava com faixas e cartazes (eu tinha sido o primeiro lugar no vestibular de Direito da UFMG, e ainda não tinha vindo em casa depois da notícia), me levaram para casa e tinha uma festa me esperando, com direito a banho de champagne e tudo mais. Foi traumático!
Admito que a experiência original me desencorajou, mas nada que o tempo não resolva. E viva o álcool em doses razoáveis.
P.S.: Esse é um post dentro da proposta da Liga dos Blogueiros de Saco Roxo, em especial do blog Papo de Bêbado. Inspirado por um post no Papo de Homem.