Apenas para dizer que o dia hoje está frio e nublado aqui em BH, e que embora para a absoluta maioria da população mundial isso seja um tempo depressivo, para mim é o melhor possível.
Quando o tempo fica frio e nublado, eu fico feliz.
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segunda-feira, 12 de maio de 2008
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Chuva
Hoje choveu. Aliás, tem chovido, o que sempre me fez feliz. Chuva me lembra bons momentos, alguns dos melhores da minha vida.
Chuva me lembra os meus 14, 15 anos. Eu ia pra academia a pé, e ficava torcendo pra chover na hora de sair. Quando eu dava sorte, ia andando na chuva os 2 ou 3km até a minha casa, e a sensação da chuva sobre o meu corpo ainda aquecido do exercício era um troço sensacional.
(Antes que perguntem: não, nunca peguei uma gripe nessas aventuras!)
Chuva me lembra o churrasco de formatura de 3° ano do Loyola. O campo de futebol, de areia, tinha virado lama, e nós resolvemos jogar futebol. Todo mundo molhado, sujo, naquela confusão, no auge da adolescência, quando as coisas parecem tão complicadas e tão bonitas.
Chuva me lembra as manhãs chegando no campus da UFMG, na FAFICH. Primeiro período na faculdade, uma chuvinha leve e fria, sair do ônibus soltando fumacinha pela boca. Fugir da aula para ir me dependurar nas amoreiras do ICB, comer amora até os dedos ficarem roxos. E nem sujava a roupa!
Chuva me lembra outros tantos tempos felizes. A chuva me lava a alma, me deixa leve, nova em folha, me lembra que estou viva. Talvez por isso, eu nunca tenha gostado de guarda-chuva. Gosto da sensação da chuva na pele, no cabelo, encharcando as roupas, mudando a cara do dia. Quando o céu se fecha, eu abro um sorriso.
Sexta-feira choveu. Muito.
Chuva me lembra os meus 14, 15 anos. Eu ia pra academia a pé, e ficava torcendo pra chover na hora de sair. Quando eu dava sorte, ia andando na chuva os 2 ou 3km até a minha casa, e a sensação da chuva sobre o meu corpo ainda aquecido do exercício era um troço sensacional.
(Antes que perguntem: não, nunca peguei uma gripe nessas aventuras!)
Chuva me lembra o churrasco de formatura de 3° ano do Loyola. O campo de futebol, de areia, tinha virado lama, e nós resolvemos jogar futebol. Todo mundo molhado, sujo, naquela confusão, no auge da adolescência, quando as coisas parecem tão complicadas e tão bonitas.
Chuva me lembra as manhãs chegando no campus da UFMG, na FAFICH. Primeiro período na faculdade, uma chuvinha leve e fria, sair do ônibus soltando fumacinha pela boca. Fugir da aula para ir me dependurar nas amoreiras do ICB, comer amora até os dedos ficarem roxos. E nem sujava a roupa!
Chuva me lembra outros tantos tempos felizes. A chuva me lava a alma, me deixa leve, nova em folha, me lembra que estou viva. Talvez por isso, eu nunca tenha gostado de guarda-chuva. Gosto da sensação da chuva na pele, no cabelo, encharcando as roupas, mudando a cara do dia. Quando o céu se fecha, eu abro um sorriso.
Sexta-feira choveu. Muito.
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