quarta-feira, 30 de abril de 2008

Novamente, o que digo

Sou de lua e de sol
e de palavras
e de carícias.
Sou de um vento morno que sopra do sul.
Sou do outono.
Telúrica: Touro. Ígnea: Leão.
Sou quem se enrosca e se estica.
Perco-me em qualquer lugar
para encontrar um outro eu
perdido.
Acredito no que me dizem,
atendo aos chamados
vivo de prontidão.
Não me permito ter medo.
Escuto meu corpo, porque me diz verdades.
Escondo meus enganos
tropeço nos meus próprios pés
vejo o que não está.
Espero o dia de voar.

Buenos Aires, 28.04.08, no avião - decolagem autorizada.

2 comentários:

Ana Carrara disse...

Ei, eu também tropeço nos meus próprios pés!!!

Escreveu isso tudo dentro do avião, ou só pensou no texto?

Como for, eu não conseguiria. Ler, escrever e/ou focar a atenção em qqr coisa com veículos em movimento me dá tontura!

Adorei o post!

:*

F. Gomes disse...

Se você fosse apenas talentosa como é, eu já ficaria perplexo, como fiquei desde sempre, mas você também é encantadoramente delicada e verdadeira. Nunca, nunca pare de escrever.