domingo, 25 de maio de 2008

Um domingo qualquer

Pensamentos inconclusos de um domingo à noite.

1. Acaso

Hoje pela manhã fui fazer prova de concurso. Um concurso para o qual eu não havia me preparado, que não estava com vontade de fazer, mas a que, tendo passado para a segunda fase, não tive coragem de simplesmente não comparecer. Cheguei ao campus da UFMG, onde seria realizada a prova, e fui estacionar meu carro. Senti o pára-choque raspar na mureta baixinha que dividia estacionamento e jardim, e dei uma ré para afastar. CREC! Barulho de algo quebrando. Parei imediatamente, e desci do carro: meu pára-choque havia enganchado na mureta, e, com a ré, havia se rasgado na parte de baixo.

Um bom samaritano me ajudou, segurando a ponta do pára-choque enquanto eu concluía a ré, de forma a evitar aumentar o estrago. Ainda assim, toda a minha calma desceu pelo ralo, enquanto eu pensava com raiva que por uma questão de segundos aquele transtorno poderia ter sido evitado. A diferença entre rasgar e não rasgar o pára-choque foi o acaso. O acaso existia enquanto aquilo podia ou não acontecer. A partir do momento em que aconteceu, deixou de ser acaso, e passou a ser o ocorrido.

O acaso só é acaso enquanto não se atualiza. A partir do momento em que acontece, deixa de existir acaso, e passa a haver apenas aquilo que efetivamente se passou.

2. Livros

Estive na Bienal do Livro de Minas Gerais hoje à tarde. O evento era, essencialmente, uma feira de livros em tamanho aumentado. Sem grandes promoções, sem grandes novidades, apenas estandes e mais estandes de livrarias e editoras, com as velhas capas conhecidas.

Sou fascinada por livros. Não apenas por seu conteúdo, mas pelo objeto livro. Pode-se chamar de fetiche, também. Gosto de pegar, sentir, cheirar. Capas duras, edições bem cuidadas, papel pólen, ilustrações em nanquim, tudo me entusiasma. Quase fui ao delírio no meio das tantas opções.

Acabei comprando apenas livros jurídicos, que são uma maneira de conciliar o fetiche por livros com as necessidades mundanas e a falta de grana generalizada.

Não há tela de computador, nem documento em PDF que substitua toda a sensualidade (no sentido mais amplo) do papel.

3. Como passar em concursos

Comprei um livro do estilo "Como passar em concursos" (esse não é o título exato, mas um título genérico que já resolve). Acabei me rendendo diante do fato de que simplesmente não consigo organizar meu estudo. Talvez uma fonte de inspiração externa me ajude.

É um livro super simpático, recheado de desenhos, esquemas e caixas coloridas com texto bem destacado. A capa diz que são 110 mil exemplares vendidos, e fiquei pensando em todas as pessoas que compraram. Será que todas elas eram como eu? Será que elas passaram no concurso que desejavam? Será que o livro foi parar na estante com tantos outros, nunca lido?

4. Era isso.

Talvez cada tópico pudesse ter rendido, sozinho, uma postagem inteira, mas me faltou determinação para desenvolver qualquer um deles. Ficam aí as idéias desconexas para quem as quiser aproveitar.

4 comentários:

Alessandra disse...

Que engraçado, eu também amo livros, e nao só ler um livro, mas gosto de pegar, abrir, olhar o papel que tem, o tamanho da letra, se tem ilustraçoes, como é a capa, leio a apresentaçao... hahaha... preciso escrever sobre isso também um dia desses...

Paula disse...

"Tudo o que você precisa saber sobre como passar em provas e concursos e nunca teve a quem perguntar" do William Douglas? Eu tenho. Eu li. Mas ainda não passei em concurso nenhum e meu método de estudo continua uma merda. :(
De repente você tem mais sorte. De repente eu preciso reler. Mas as figuras e os pensamentos são lindos, hein? Boa leitura.

Deborah Leão disse...

Paulinha, é exatamente esse! Rsrsrs

Achei o livro tão simpático, que pensei que poderia me ajudar, principalmente a elaborar um cronograma de estudo. A esperança é a última que morre, afinal.

Alê, livro é tudibão, né? Eu detesto xerox de livro, se possível, quero sempre o original...

Ventania disse...

Eu já fui tentada a comprar um livro neste estilo "como passar", mas me segurei!

Os livros também me rendem, fico louca para comprar só pela capa. O último que comprei, tem uma capa espetacular, mas o conteúdo é repetitivo, mas os fins justificam os meios neste caso. Trata-se do livro "Desonrada" que fala da paquistanesa Mukhtar Mai, vítima da violência contra a mulher.

Sobre concursos, estou estudando desde janeiro, entre idas e vindas, achei um meio termo e um jeito interessante de estudar... só não sei se vai dar certo, pq ainda não passei! hehe

Se quiser dicas, me fale. É de graça! =]

Bjos, Desirée