e nem sei se o que quero é o que desejo.
Sei o que não quero.
Não quero toda essa culpa,
não quero o trânsito de sexta-feira,
nem esse sol rasgando uma tarde seca.
Não quero o rigor da lei.
Não quero a fenescência da flor.
O que quero é o beijo do lusco-fusco
e o lume do girassol.
Quero a impermanência das estradas
a solidez do horizonte
a solidão da nuvem branca no céu.
Mas o que quero não importa:
querer é, quase sempre,
enfrentar a frustração.

*Post inspirado em Manuel Bandeira e numa conversa com o Fernando.
3 comentários:
Me sinto boba dizendo qualquer coisa a respeito desse post. Você escreve lindo, confiante.
"querer é, quase sempre,
enfrentar a frustração."
Adorei.
Nem tem o que comentar dessa vez. É só pra marcar presença. ^^
E que foto mais linda, Deh!
Um beijo!
Amei o texto, mas pior do que as frustações é simplesmente não querer.
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